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CONFERÊNCIA:

CONFERÊNCIA: "CUIDAR A CASA COMUM - PARA UMA ECOLOGIA INTEGRAL"

actualizado em 4 de Abril de 2018

No dia 18 de abril, pelas 21h15, no Salão Nobre da Universidade, realiza-se a Conferência "Cuidar a Casa Comum - Para uma Ecologia Integral". Os oradores são o Professor Doutor Bruno Nobre e o Locutor Eduardo Rêgo. A entrada é livre. “O urgente desafio de proteger a nossa casa comum inclui a preocupação de unir toda a família humana na busca de um desenvolvimento sustentável e integral, pois sabemos que as coisas podem mudar. O Criador não nos abandona, nunca recua no seu projeto de amor, nem Se arrepende de nos ter criado. A humanidade possui ainda a capacidade de colaborar na nossa casa comum.” Carta Encíclica Laudato Si‘, 13.


“O urgente desafio de proteger a nossa casa comum inclui a preocupação de unir toda a família humana na busca de um desenvolvimento sustentável e integral, pois sabemos que as coisas podem mudar. O Criador não nos abandona, nunca recua no seu projeto de amor, nem Se arrepende de nos ter criado. A humanidade possui ainda a capacidade de colaborar na nossa casa comum.”
Carta Encíclica Laudato Si‘, 13.

"Cuidar a Casa Comum - Para uma Ecologia Integral"

As coisas podem mudar! – Esta convicção expressa nas palavras de Sua Santidade o Papa Francisco, é um grito de esperança. Confrontados com tantas catástrofes humanas, sociais e ambientais, acreditamos que ainda é possível mudar as coisas na nossa casa comum. Acreditamos que é possível alterar a ordem e o lugar das coisas dentro da nossa casa. Não bastará pintar a casa por fora. É preciso entrar dentro dela, identificar o que é urgente mudar. Só identificando as reais causas poderemos agir para assim unir toda a família humana, habitantes da mesma casa, em torno do objetivo fundamental: o Bem Comum.

A Natureza manifesta-se de forma inequívoca e devastadora! Grita em apelo desesperado à nossa mudança de atitude na relação que com ela “naturalmente” mantemos. E muitos de nós percebem que, mais do que uma crise climática, vivemos uma profunda crise moral, com graves consequências ao nível ambiental. Precisamos de refletir e repensar as nossas práticas, e assumir, com ações concretas, a mudança sobre o que entendemos ser o bem comum e, em particular, esta casa comum.
No modelo atual de organização política e social, centrado no crescimento económico e no domínio do capital financeiro, assente em estruturas de poder e influência global, abandonamos os mais pobres e vulneráveis, e destruímos o meio ambiente, servindo-nos dele como recurso de uso exclusivo, como se fosse propriedade privada.  
Hoje, temos consciência de que as estratégias que têm sido adotadas e que temos estado a seguir não estão a ter o sucesso que preconizamos, e, por isso, o nosso modo de pensar, mas sobretudo a nossa forma de estar e agir, não estão a conduzir-nos ao futuro que queremos e desejamos.
Ao mais alto nível das instâncias mundiais, os responsáveis não podem ignorar a ineficácia de muitas das medidas já pensadas e postas em prática. É urgente compreendermos, todos, que a razão do fracasso dos esforços já empreendidos, não está na impossibilidade dos seres humanos cuidarem da sua casa comum, como salienta Sua Santidade o Papa Francisco. A dificuldade está em agir sobre as verdadeiras causas. Mas, claro, é necessário que tenhamos vontade e desejo de as reconhecer e tratar delas.
É preciso que cada um se deixe entrar no mais íntimo da sua casa e possa compreender que, sendo simplesmente uma pequena partícula que habita este universo, não é apenas habitante desta casa comum, que dela se serve como sua propriedade, mas é também, e em primeiro lugar, parte de “igual natureza” desta casa.
O desenvolvimento económico sustentável não é possível sem equidade social e sem integração protetora do meio ambiente. A dimensão ecológica do desenvolvimento humano, mais do que uma estratégia de desenvolvimento económico de recurso ou de ação desesperada de defesa do nosso meio ambiente, deve integrar-se (integrando) no modo de ser pessoa em relação com os outros e com a natureza. Por isso, cuidar da casa comum pressupõe um processo de aprendizagem transformador. Precisamos de desenvolver competências críticas para uma ecoeducação, assumindo um compromisso solidário de colaboração global, é certo, mas precisamos também de ganhar consciência de que pertencemos à mesma natureza que nos acolhe e abriga, e não o contrário!
 É urgente desenvolver e implementar novas maneiras de estar, fazer e agir. Cuidar da nossa casa exige um desenvolvimento, pessoal e social, que seja também espiritualmente pleno.
Assim, neste sentido, nós somos a nossa casa. Somos criaturas de Deus, a quem Ele responsabiliza por toda a Sua obra. Por si, a obra de Deus já é sustentável! Se compreendermos que somos natureza de Deus, como aquela em que Deus nos colocou, então as coisas podem mudar porque a humanidade possui ainda a capacidade de colaborar na nossa casa comum. Se estivermos atentos e escutarmos os sinais dos tempos, deste nosso tempo, e se quisermos, converteremos as nossas preocupações em oportunidades de Reconciliação com a Criação.


Os oradores:

Bruno Nobre, SJ
Sacerdote jesuíta, Bruno Nobre é atualmente professor de filosofia na Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais (FFCS) da Universidade Católica Portuguesa e Colaborador do Centro Académico de Braga (CAB). É licenciado em Engenharia Física Tecnológica pelo Instituto Superior Técnico, em Lisboa, onde também concluiu o seu doutoramento em Física, com uma tese da área da física de partículas. Fez os seus estudos de filosofia em Braga, na FFCS, e obteve o mestrado em teologia no Boston College, EUA, com especialização em teologia sistemática.

Eduardo Rêgo
Com uma formação de base acentuadamente humanista, Eduardo Rêgo tem dedicado os últimos 30 anos da sua vida à sensibilização ambiental, aprofundando conhecimentos e assinando a versão portuguesa e locução de centenas de documentários da natureza, emitidos em televisão e exibidos em certames nacionais e internacionais da especialidade, como o MIPTV de Cannes ou de Miami.
A dedicação pessoal e profissional às causas do ambiente granjeou-lhe o reconhecimento do público e dos meios de comunicação social (TV, Rádio e Imprensa escrita).
Esta identificação com a temática da sustentabilidade desencadeou uma verdadeira procura do seu testemunho por parte das universidades portuguesas e outras instituições, levando-o a assumir, como tema preferencial das intervenções que faz, o binómio Literacia - Comunicação.
“Ao fitar o mapa do mundo, reparei que, por mais organizações que existam, empenhadas na defesa do ambiente e na promoção da sustentabilidade, nenhuma, até hoje, se apresentou suficientemente despojada e disponível para envolver tudo e todos com a força de um abraço. 
Foi este sentimento, convertido em desassossego de alma, que despertou em mim a ideia de um projeto fortemente agregador, capaz de criar laços entre os múltiplos agentes que dão o melhor de si pelo equilíbrio do planeta.”


Programa:

21h15 - Sessão de Abertura
Ex.ª Rev.ª D. Jorge Ortiga, Arcebispo Primaz de Braga
Eng. Pedro Sena, Vereador do Ambiente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão
Prof.ª Doutora Elizabeth Real de Oliveira, Diretora da Faculdade de Ciências da Economia e da Empresa

“Uma Ecologia da Vida Quotidiana”
Prof. Doutor Bruno Nobre SJ, Investigador, Universidade Católica Portuguesa

“Em Busca do Equilíbrio Perdido”
Locutor Eduardo Rêgo, Fundador do Projeto Loving the Planet e voz dos Documentários Vida Selvagem.

Debate

Encerramento
 

 






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